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Como iluminar a casa
Texto Matheus Steinmeier e Renacha Batista | Fotos Divulgação | Ilustrações Laura Couto | Adaptação Ana Paula de Araujo

Ela tem a capacidade de relaxar ou despertar e pode ser decisiva no sucesso de um bom projeto. Conheça um pouco mais sobre a arte de iluminar e veja 9 dicas para transformar sua casa de cômodo a cômodo.

 

1. Áreas externas
A iluminação deve facilitar o acesso do visitante e não ofuscar sua visão, sempre permitindo o entrosamento da arquitetura com a natureza. Também é de extrema importância escolher equipamentos propícios a esses ambientes, com boa vedação elétrica e alta resistência

2. Mesa de jantar
O mais usual é a escolha partindo do pendente, com lâmpadas leitosas ou com difusores, instalado pelo menos 70 cm acima da mesa para evitar ofuscamento. Ele deve ser 30 cm menor que a dimensão da mesa de jantar. Outra opção é o embutido no forro, que ilumina diretamente o centro da mesa, ou a escolha por arandelas, principalmente as que jogam luz de baixo para cima.

3. Cozinhas e home offices
Atividades que exigem atenção pedem luzes mais frias e uma iluminação geral. Como manipulamos alimentos na cozinha, precisamos de um alto IRC para que não haja um julgamento errado quanto à qualidade de determinado produto.

4. Banheiros e lavabos
Além de uma lâmpada geral no teto, é necessária uma fonte secundária de luz próxima ao espelho, facilitando na hora de se maquiar ou fazer a barba. Como a limpeza desse tipo de ambiente é muito importante, indica-se o uso de luzes brancas.

5. Living
Deve proporcionar uma iluminação flexível e agradável, de acordo com cada situação, com o uso de arandelas, lustres ou abajures. Nessa área, ainda pode se destacar com luz coleções de quadros e estantes.

6. Quartos
A luz deve ser geral, direta e uniforme, com base em uma única fonte, mas sem impedir o uso de fontes secundárias, como luminárias de piso ou de leitura.

 

7. À favor do conforto visual
Para garantir que a luz não se torne um incômodo, utilize materiais para "filtrá-la". Tecidos e vidros jateados são indicados para ofuscar a iluminação, mas qualquer material translúcido faz o trabalho. Para as janelas, aposte em tecidos de tons claros como o poliéster e o voile. E se você gosta muito da luz natural, que tal investir em uma parede de vidro ou aumentar a janela? A vista também ganha com a mudança.


8. Controle de abertura
É possível comprar lâmpadas especiais que concentram os fachos, tornando-os menos invasivos e mais direcionados. Procure por aquelas com cones de luz de dez, oito e quatro graus de abertura.


9. Dimerização
O dimer é um interruptor que controla a luminosidade ao permitir que você aumente ou diminua a corrente que passa pela lâmpada. Ele é encontrado facilmente em casas de material elétrico em versões com alavanca ou botão giratório. Quanto mais alto o valor, maior a fidelidade na reprodução das tonalidades.

 

Criada pelas arquitetas Tatiana Temperani, Lilian Kindlmann Campos e Inácia Perreira Toralles para a Campinas Decor 2011, a Suíte do Menino Ferromodelista usa três variações de luz. Uma florescente embutida no teto faz a iluminação geral, os pendentes funcionais dão conta da bancada de trabalho e as dicroicas lavam as paredes decorando e realçando fotografias.

 

Como a escolha da lâmpada correta é importante, vale ficar atento às principais características de cada uma delas:

 

- Incandescentes: de longe o modelo mais usado no Brasil, as incandescentes possuem uma luz amarelada que aquece física e mentalmente. Têm uma vida útil média de 1.000 horas e um custo baixo, mas são as grandes vilãs do consumo de eletricidade.

- Halógenas: tipo diferente de incandescentes contendo um gás em seu bulbo que prolonga a duração para 2.000 horas, garantindo uma iluminação esbranquiçada. Um pouco mais caras do que suas “primas”, podem ser encontradas em formatos diferentes e são muito usadas para refletores e fachos de destaque.

- Fluorescentes: sua luz fria tem alta durabilidade (7.500 horas) e baixo consumo. Dominantes em construções comerciais, elas são encontradas em versões compactas, tubulares e, para ambientes muito grandes, com vapor metálico.

- LED (Diodo Emissor de Luz): sempre presentes no formato de sinalizadores de stand by, os leds de hoje imitam diversas temperaturas de cor com a vantagem de uma maior economia de energia. O preço elevado compensa por causa da durabilidade (50.000 horas) e tende a baratear-se com o tempo e uso da tecnologia.

 

Você sabe o que é IRC?
É o Índice de reprodução de cores. Encontrado em uma escala de 0 a 100, essa medida analisa o quanto determinada fonte de luz reproduz as cores sobre as quais ela incide. Quanto mais alto o valor, maior a fidelidade na reprodução das tonalidades.


A Sala da Família é uma criação dos arquitetos Fernando Pellizzon, Fabrícia Pellizzon e Luís Roberto Rios para a mostra Campinas Decor 2011. Nela, luzes brancas e direcionadas trazem conforto e precisão à mesa que serve como palco para atividades manuais. A estante, por sua vez, é iluminada por um painel de luz que utiliza fluorescentes e proteção de acrílico. Já o Quarto do Filho Jogador de Golfe, exposto na Itu Casa Decor 2011 e criado pelo escritório Fenocchi e Nascimento Arquitetura, usa quatro plafons com efeito na iluminação geral. Os destaques ficam por conta das halógenas AR-70 embutidas nas paredes e das fitas de led que valorizam o painel com as bolinhas.

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Dielle Melo, São Luís - Maranhão, via Twitter
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